quinta-feira, 7 de maio de 2009

Declaro-vos Objecto e Mulher

Na revista Sábado nº261 vem uma entrevista à realizadora do documentário sobre objectum sexual (pessoas que se relacionam com objectos).

Parte do que está escrito na Sábado:

“Estas mulheres podem apaixonar-se por qualquer objecto. Conhecemos algumas que amavam sistemas de áudio, locomotivas, pontes, vedações, modelos de navios, naves espaciais, etc. O Muro de Berlim e a Torre Eiffel são muito populares!”

“As objectófilas afirmam que recebem amor e consolo dos seus objectos e que estes não são inanimados – garantem que os objectos também sentem o amor delas”

“Naisho casou-se com a Torre Eiffel.”

“Ela fez sexo com a Torre Eiffel? Como?” “Sim, é preciso ver o filme para entender.”

“Ela fala com a Torre Eiffel?” “Sim. Fá-lo por telepatia. As objectófilas acreditam que comunicam com os seus objectos e que estes têm alma.”

“Ela está apaixonada por um carrossel, chamado 1001 Nacht (Mil e uma Noites)”


O documentário sobre o assunto: parte 1 e parte 2

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Só em Portugal!

Se há uma coisa irritante no ser humano é a capacidade inata de fazer comentários banais, automáticos e acéfalos. Porque será que os humanos têm esta característica? Bem, talvez porque felizmente temos o direito a ter uma opinião mesmo que banal e pouco ou mesmo nada pensada. Nos dias em que as pessoas tinham a vida reduzida ao trabalho duro da lavoura e não havia os meios de comunicação de hoje o comentário comum devia ser o ainda actual “é a vida”, actualmente temos muito mais do que falar, temos que ter opinião sobre o crime, sobre a política, sobre a economia, sobre a vida social, sobre os árbitros e sobre tantas outras coisas. A verdade é que se aparece no telejornal, há algo que nos impele a comentar e como tantas vezes o conhecimento que temos dos mais variados assuntos é meramente superficial, lá vêm o comentário standard como "são todos iguais", "Portugal é um país de corruptos" ou "isto só em Portugal". Todos os assuntos tem o seu comentário típico que nada acrescenta, mas que tem que ser dito por alguma razão. A superficialidade e o sensacionalismo com que os meios de informação tratam cada assunto é parte do problema mas talvez seja a formação (ou melhor, a falta dela) o principal mal.